sexta-feira, 16 de setembro de 2011

SÍNDROME DO APOCALIPSE


SÍNDROME DO APOCALIPSE


Noite adorável
Eu sinto o aroma da morte
Da putrefação, do medo, da loucura
Ouço o tagarelar dos insetos
Os percevejos estão tomando o mundo
Isso me deixa tão feliz...


Não tenho nome
Mas, isso pouco importa
A vida é uma eterna mentira
Uma taça iluminada de larvas
Guiando-nos entre a doença e a saúde
Entre a loucura e a sanidade.


Sob todos os aspectos
Eu era um cego lunático
Conheci o sorriso dos idiotas
Senti o medo dos covardes
Mas, agora eu conheço a verdade
Agora conheço o grande segredo.


Vida é uma palavra triste
Carente de significado
Todos nós somos idiotas demais
Para compreender
Todos nós somos loucos
E, jamais admitiremos isto.


Construímos labirintos de mentiras
Para proteger nossas vidas
Cantamos ao paraíso
E adoramos o que não conhecemos
O desejo é uma taça de veneno
Que engana, destroça e mata.


Caminho por entre cinzas
O Apocalipse está por toda parte
Não sei de onde vim, nem para onde vou
Os insetos estão soltos
Gritem, chorem, lamentem
A espera pelo fim acabou.





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